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Descrição

APRESENTAÇÃO DA EDIFICAÇÃO:

A Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento da Boa Vista marca uma paisagem conformada pela Praça Maciel Pinheiro e algumas ruas históricas do Recife – a Rua da Impetratriz, a Rua do Hospício e a Rua da Matriz. Esse bem marca o início dessa ocupação que com o passar dos anos registrou, por exemplo, a moradia de judeus fugidos do holocausto, como o caso da escritora Clarisse Lispector. Apesar do trânsito intenso no local e da mudança de uso nos imóveis do entorno, majoritariamente comercial atualmente, ainda é possivel apreender uma ambiência bucólica e nostálgica da relação entre a edificação religiosa imponente e o conjunto das edificações em volta.

BREVE HISTÓRICO:

A Igreja da Boa Vista foi construída pelos irmãos do Santíssimo Sacramento que antes sediavam a Igreja de Santa Cruz. O interior da edificação foi trabalhado por toda a primeira metade do século XIX por ser bem preenchido de detalhes e ornatos. Nesse momento, também foram realizados a pintura dos painéis decorativos (do mestre Caetano Rocha Pereira), os entalhes (do artista Joaquim Correia Leal) e a douração da capela-mor (por Francisco José Pinto), além da execução dos vitrais. Há registros da autoria da escultura em madeira da imagem de São José ser do notável Manuel da Silva Amorim. Em 1839, quando as obras ainda caminhavam lentamente, decidiu-se dotar a igreja de uma fachada mais imponente em pedra lioz, ao gosto da fachada da Igreja do Corpo Santo no Bairro do Recife. As pedras foram enviadas de Lisboa ao Brasil em 1840, devidamente numeradas para serem montadas, conforme o projeto desenvolvido por Manoel Joaquim de Souza, arquiteto português. No entanto, foi o mestre arquiteto André Willmer que conduziu a montagem da fachada no Brasil, em 1841. No frontispício da igreja existem estátuas dos quatro evangelistas, denominado Painel da Glória, com 2,20m de altura, cada uma, esculpidas por Francisco d’Assis Rodrigues, diretor da Academia de Belas Artes de Lisboa e que chegou ao Brasil em 1871, mas só foi colocado em seu lugar em 1876. O interior da igreja possui um acervo de imagens e objetos que pelo seus valores também foi incluído no tombamento.

PROTEÇÃO AO PATRIMÔNIO:

A Igreja possui diversos níveis de proteção. É tombada pelo IPHAN (Instituto Histórico e Artístico Nacional) em nível nacional (processo nº 159-T-38, insc. nº199, livro de Belas Artes, folha 35, data 01/08/1938), e pela FUNDARPE (Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco) em nível estadual (Livro: Edifícios e Monumentos Isolados, folha 03 verso, nº38). Ela também está localizada no sítio histórico municipal da ZEPH-08 (Zona Especial de Preservação Histórico-Cultural do bairro da Boa Vista) em seu setor de preservação rigorosa (SPR) submetida as recomendações e diretrizes da Lei nº13957/79, decreto municipal nº11.888/81, além do Plano Diretor do Recife, Lei nº17511/08.

DADOS GERAIS[1]:

ANO DE CONSTRUÇÃO:

Século XVIII - XIX

AUTOR DO PROJETO:

Fachada – Manoel Joaquim de Souza

ÁREA CONSTRUÍDA:

1.195m2

TIPO DE USO:

Religioso

LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA:

Rua Imperatriz Tereza Cristina, s/n, Boa Vista, Recife

LOCALIZAÇÃO CARTOGRÁFICA:

LONGITUDE : -34.885221

LATITUDE: -8.062738

Nº TOMBAMENTO IPHAN:

processo nº 159-T-38, insc. nº199, livro de Belas Artes, folha 35, data 01/08/1938

Nº TOMBAMENTO FUNDARPE:

Livro de Edifícios e Monumentos Isolados, folha 03 verso, nº38

PRESERVAÇÃO MUNICIPAL:

ZEPH-08 / SPR


[1] Dados aproximados, retirado no site da Prefeitura do Recife. Disponível em: http://www.recife.pe.gov.br/ESIG/ Acessado em: 07/08/2018 as 20h52min.



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

CARRAZZONI, Maria Elisa. GUIA DOS BENS TOMBADOS. Rio de Janeiro. 1980.

IPHAN. Processo de tombamento. 1938. Acessado na biblioteca da instituição.

RECIFE, Prefeitura do. Licenciamento Urbano. Zoneamento Urbano. Prefeitura do Recife. Disponível em http://www.recife.pe.gov.br/ESIG/ Acesso em 01 de agosto de 2018.

SILVA, Leonardo Dantas, 1945. PERNAMBUCO PRESERVADO: histórico dos bens tombados no estado de Pernambuco. 2ª edição. Recife